quinta-feira, 25 de março de 2010

A redução do armamento nuclear

Moscou, 6 jul (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, fecharam nesta segunda-feira um acordo sobre o novo tratado para reduzir suas armas nucleares, em uma reunião com o objetivo de retomar as relações entre os dois países.O acordo assinado nesta segunda compromete as partes a chegarem a um pacto que substitua o atual Tratado sobre a Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), que terá vigência de dez anos e reduzirá o número de ogivas nucleares para entre 1.500 e 1.675 e seus vetores para 500 a 1000.O tratado Start, assinado em 1991 e que vence em dezembro, estabelece um máximo de 2.200 ogivas nucleares permitidas e 1.600 vetores.O novo pacto "incluirá medidas efetivas de verificação" e, segundo a Casa Branca, "melhorará a segurança tanto dos EUA, quanto da Rússia".Os presidentes já tinham antecipado sua vontade de alcançar um tratado que substituísse o Start em sua primeira reunião, realizada em Londres, em abril.Em entrevista coletiva conjunta após a reunião, o presidente americano assegurou que o tratado deve estar pronto para assinatura ainda este ano e que os EUA e a Rússia "devem dar o exemplo".Obama ressaltou que a luta contra a proliferação nuclear deve ser prioritária e propôs a realização de uma cúpula sobre segurança atômica, no ano que vem, em seu país.O presidente americano sugeriu ainda uma segunda cúpula, que poderia ser marcada para um ano depois, na Rússia.No total, os EUA e a Rússia assinaram oito acordos hoje, que incluem um pacto pelo qual a Rússia autoriza o uso de seu espaço aéreo e seu território para a passagem de abastecimento e equipamentos para as tropas americanas no Afeganistão.Além disso, os países concordaram em normalizar suas relações militares, interrompidas após a invasão russa na Geórgia, no ano passado.Os dois países decidiram constituir uma comissão conjunta de especialistas, que estudará os riscos dos mísseis balísticos, especialmente no Irã e na Coreia do Norte, e emitirá uma série de recomendações para superar as diferenças sobre o escudo antimísseis que os EUA querem construir no leste europeu.A Rússia considera esse escudo uma ameaça contra seu território. Os EUA afirmam que têm somente o objeto de impedir possíveis ataques de Teerã ou Pyongyang.Obama disse na entrevista coletiva que a avaliação poderia estar pronta no início do segundo semestre.Medvedev propôs a Obama um escudo antimísseis que seja capaz de proteger todos os países do mundo."O número de ameaças, incluindo as relacionadas com mísseis balísticos e de médio alcance, infelizmente não diminui, mas cresce, e todos devemos pensar na configuração de um sistema antimísseis", declarou o líder russo."As divergências sobre o tema eram totais há pouco tempo", disse Medvedev, e opinou que este novo enfoque permite "avançar na aproximação das duas posições".O presidente americano elogiou Medvedev e assegurou que "confia nele". Depois lembrou que amanhã participará de um café da manhã com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e reuniões com representantes da sociedade e economia russas.Obama reconheceu que Medvedev e ele não estão de acordo em tudo e que ainda há divergências em áreas como a situação na Geórgia, já que Moscou reconheceu a independência das regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul.O presidente americano insistiu que "a soberania e a integridade territorial da Geórgia devem ser respeitadas".

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