terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Asteróides se colidirão com a Terra

Astrofísicos anunciaram hoje que estão acompanhando com muita atenção a evolução de um asteróide de 1,2 quilômetros e 2,6 bilhões de toneladas que poderá se chocar com a Terra no dia 21 de março de 2014. O asteróide denominado 2003 QQ47 é dez vezes menor que o meteoro que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.
De acordo com o Centro de Monitoramento de Objetos próximos à Terra, a agência britânica responsável pelo monitoramento de asteróides potencialmente perigosos para o nosso planeta, a possibilidade de colisão é relativamente pequena - de 1 para 909 mil -, mas existe. Conforme o site da BBC Brasil, o asteróide se aproxima da Terra a uma velocidade de cerca de 32 quilômetros por segundo e teria capacidade para devastar um continente inteiro.
A órbita do corpo celeste foi calculada com base em 51 observações feitas desde sua descoberta, em 24 de agosto passado, pelos cientistas do Lincoln Near Earth Asteroid Research Program (LINEAR) de Socorro (Novo México). Embora classificado como um "objeto que merece acompanhamento cuidadoso", os especialistas acham que a possibilidade de um choque do asteróide com a Terra diminuirá à medida em que as observações se multiplicarem e os cálculos se tornarem mais precisos.
"Existem incertezas sobre sua trajetória", explicou o dr. Alan Fitzsimmons, do Centro de Informação britânico sobre Objetos Próximos da Terra (Near Earth Object, NEO). "O Centro continuará verificando os resultados das observações e analisando a evolução do asteróide", afirmou, mais cauteloso, Kevin Yates, um dos responsáveis pelo NEO.

Um grande asteróide pode atingir a Terra dentro de apenas 17 anos, destruindo a vida no planeta, afirmou hoje um especialista britânico. Apesar dos temores, o pesquisador deixou claro que a probabilidade do evento acontecer é pequena. O asteróide, considerado o objeto mais ameaçador já detectado no espaço sideral, possui 2 quilômetros de extensão e pode estar em rota de colisão com a Terra. "Objetos desse tamanho apenas atingem a Terra a cada 1 milhão ou 2 milhões de anos", disse Benny Peiser, um especialista em asteróides da Universidade John Moore, no Reino Unido. "No pior dos cenários, um desastre dessas proporções teria dimensões globais, destruiria nossas vidas econômica e social e nos faria ingressar em uma era das trevas", declarou Peiser. Mas o especialista e colegas dele afirmam ter quase certeza de que esse cenário de pesadelo não se concretizará. "Essa coisa é a maior ameaça já catalogada, mas a escala em termos de ameaça continua a mudar", disse Peter Bond, porta-voz da Sociedade Astronômica Real. "Se ele atingisse a Terra, provocaria uma explosão de escala continental. Mas as chances de isso acontecer são remotas." O asteróide, batizado de 2002 NT7, foi visto pela primeira vez no começo deste mês pelo programa norte-americano Linear, de vasculhamento do céu. Peiser disse que, desde então, cientistas da Nasa (agência espacial dos EUA) e da Universidade de Pisa (Itália) realizaram cálculos para descobrir a probabilidade do impacto e a data provável dele a fim de avaliar os riscos representados pelo asteróide. Os cálculos mostram que o 2002 NT7 pode atingir a Terra no dia 1º de fevereiro de 2019. "A probabilidade de ocorrer um impacto é menor do que 1 em 1 milhão, mas, como a data do eventual impacto está perto -de apenas 17 anos- e o objeto é muito grande, o risco foi avaliado como existente segundo a Escala de Palermo", afirmou Peiser. É a primeira vez que isso acontece, disse. O cientista declarou, porém, que o 2002 NT7 deve continuar a ser monitorado e que, dentro de alguns meses, provavelmente, o risco de um impacto será descartado.

Um asteróide pode aproximar-se de maneira perigosa da Terra em 2036, disse neste sábado um grupo de astronautas, cientistas e engenheiros reunidos para um evento em San Francisco (Estados Unidos). De acordo com o grupo, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve assumir a responsabilidade por uma missão especial para desviá-lo.O ex-astronauta Rusty Schweickart, um dos conferencistas de evento da Associação Americana de Avanço da Ciência, disse que astrônomos estão monitorando um asteróide chamado Apophis, que tem uma chance em 45 mil de atingir a Terra no dia 13 de abril de 2036."Apesar de a chance de impacto ser pequena, o Congresso mandou recentemente que a Nasa aumente suas atividades de monitoração de asteróides ao redor da Terra. Isso deve revelar centenas, ou até milhares, de objetos espaciais que ameaçam o espaço no futuro próximo", disse Schweickart. Schweickart, um dos tripulantes da Apolo 9, que orbitou a Terra em março de 1969, informou ainda que deve, já na próxima semana, apresentar ao Comitê da ONU de Uso Pacífico do Espaço um documento com planos para criar regras para uma possível resposta à ameaça de um asteróide.Schweickart explicou que Associação de Exploradores Espaciais, grupo formado por ex-astronautas e ex-cosmonautas, pretende organizar seminários neste ano para elaborar o plano e fará uma proposta formal à ONU em 2009. O astronauta americano Ed Lu, veterano da Estação Espacial Internacional, disse que a maneira mais comum para lidar com um asteróide perigoso é enviar uma nave (propulsor de gravidade) que usaria a gravidade para alterar a rota do objeto. O equipamento, ao permanecer perto de um asteróide, exerce uma força que o faz desviar sua rota. Segundo Lu, com um asteróide como o Apophis, que tem 140 metros de comprimento, um propulsor mudaria seu curso em cerca de 12 dias. O custo de uma missão como esta, ainda de acordo com o astronauta, seria de US$ 300 milhões.

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